As razões da minha candidatura
Candidato-me por imperativos de consciência e de cidadania, os quais, resultantes de uma profunda discordância em relação a um modelo de desenvolvimento que tem mantido o nosso Concelho na cauda da Área Metropolitana de Lisboa em matéria de qualidade de vida, me impõem o dever não só de criticar, mas de
apresentar soluções e alternativas credíveis, razoáveis e concretizáveis, que invertam este estado de coisas.
O nosso Concelho apresenta um vazio enorme em matérias tão sensíveis como a
economia e o emprego local, o ambiente e a zona ribeirinha, as tradições e o turismo, os transportes urbanos municipais e as infra-estruturas colectivas públicas de lazer, cultura e desporto.
É urgente mudar isto!
E que dizer das nossas
zonas históricas e antigas, perdendo ano após ano os seus habitantes, encerrando ou deixando cair inúmeras casas, sem qualquer projecto ou
plano de reabilitação por parte da Câmara Municipal, ao contrário do que já fizeram dezenas e dezenas de municípios de Norte a Sul do país, muitos deles com prémios e classificações internacionais de elevado mérito?!
E as nossas
estradas municipais, sem bermas ou passeios que ofereçam as mínimas
condições de segurança quer a peões, quer a condutores?!
São muitas as nossas carências, mas, mais importante que apontar os erros ou as faltas do passado, o que interessa é
preparar o nosso futuro.
Por isso o que proponho e é urgente, é aproveitar as mais valias resultantes da proximidade das grandes infra-estruturas previstas para a nossa Região -
Novo Aeroporto, Terceira Travessia do Tejo, Plataforma Logística do Poceirão, envolvendo os próprios partidos da oposição, as empresas e as instituições e, sobretudo, as pessoas, para desencadear um
Plano de Acção que torne o Concelho competitivo perante o exterior, que fixe e atraia Pessoas e Empresas, fomentando o emprego local e o bem estar, não esquecendo políticas sociais de proximidade para os que mais precisam.
Para isso digo-lhe, caro munícipe, que vou
baixar o IMI e a Derrama, propostas que apresentarei numa das primeiras Assembleias Municipais, bem como algumas taxas e licenças que dificultam as famílias e as pequenas e médias empresas.
A
rede municipal de transportes urbanos será uma das primeiras prioridades a pôr em prática, aproximando as pessoas dos locais públicos como escolas, serviços de saúde, mercados, comércio, etc....
A alternativa que proponho e vos apresento precisa de si. Precisa de todos os cidadãos de boa vontade, pois representa muito mais do que um partido - representa fundamentalmente o
interesse da nossa comunidade.
Implica vontade e capacidade de diálogo com as demais instâncias do Poder Autárquico e do Governo, bem como a
participação geral das pessoas nos principais actos da Câmara, como o Plano e o Orçamento Anual.
O pelouro de
Provedor do Munícipe, a ser entregue a um vereador da oposição, consubstancia uma enorme vontade de
transparência na gestão da Câmara.
Com iniciativa, criatividade, dinamismo e negociação sem reservas mentais ou bloqueios ideológicos, captaremos
novas parcerias indispensáveis para desenvolver o nosso município e a nossa comunidade, aproximando-nos dos padrões de vida que na nossa Área Metropolitana muitos outros já oferecem.
Estou preparado para assumir a direcção política e de gestão da Câmara Municipal da Moita e apelo a que reflicta e decida em consciência no próximo dia
11 de Outubro.
Exerça o seu direito e dever cívico de votar,
participando no seu futuro, da sua Família e da nossa Comunidade.
As eleições autárquicas, mais do que uma questão partidária, devem fundamentalmente ter em conta as
pessoas, as suas
ideias e projectos e a vontade e capacidade que mostrem em realizá-los.
Está nas suas mãos um concelho melhor,
para todos.
